Alzheimer, a doença de uma sociedade. - Reabilita Neuropsicologia
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Alzheimer, a doença de uma sociedade.

Alzheimer, a doença de uma sociedade.

Alzheimer, a doença de uma sociedade.

Quando nos perguntamos sobre a causa do Alzheimer é certo que existe uma predominância genética, mas existe algo a mais também. Segundo os dados da  Organização Mundial da Saúde, a OMS, o Brasil é um dos países com maior incidência e prevalência da doença no mundo. Algo muito diferente do percebido em países desenvolvidos como Japão e a Escandinávia, locais onde esse número cai.

Com base nesses dados tão discrepantes entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, podemos perceber que a Doença de Alzheimer não é apenas a doença de um cérebro, de um indivíduo,  é também a doença de uma sociedade, em países com grande prevalência da doença  é notável a deficiência de investimentos na saúde e na educação.

Estima-se hoje que 50% dos pacientes que tem a Doença de Alzheimer poderiam não ter a doença se tivessem feito da vida algo diferente do que fizeram, portanto isso não envolve apenas o determinismo genético, existe também um país que deu pouco, envolve uma política de saúde, educação e expectativa de vida.

Toda pessoa tem em sí a possibilidade da prevenção ou de pelo menos mudar os fatores modificáveis, através do princípio de onde põe a sua atenção, pois a atenção é que forma como o cérebro se constrói, através das escolhas diárias das atividades intelectuais  que realizamos, dos cuidados com a saúde em geral, através das atividades físicas e do tipo de alimentação que praticamos.

Essa doença é, portanto uma mescla da genética do indivíduo com a sociedade em que ele vive. Por vivermos num país em desenvolvimento é certeza absoluta que você conheça ou vá conhecer alguém que tenha Alzheimer, que é o tipo mais comum de demência.

Já que nem todas as causas do Alzheimer são genéticas, podemos criar novos hábitos que podem mudar os possíveis fatores modificáveis da instalação da doença, são alguns deles:

Aprender uma segunda língua – pode retardar o aparecimento da doença  em 5 anos

Praticar atividade física três vezes por semana – reduz em 50% a chance de ter Alzheimer

Evitar carboidratos simples (arroz, batata, bolacha)- reduz em 30%

Fazer a dieta mediterrânea – reduz a probabilidade

Recomendo a leitura agradável do livro 100 Dicas simples para prevenir o Alzheimer e a perda de memória, da autora Jean Carper, editora Sextante.

O cérebro faz parte do corpo e compreender isso ajuda no entendimento, prevenção e tratamento da doença.

Vamos cuidar do nosso corpo e da nossa máquina fantástica que é o cérebro.

Aline Gonçalves

Psicóloga Clínica

 CRP06/62899